quarta-feira, 26 de novembro de 2014

RELATÓRIO DE ESTÁGIO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Acadêmica: Lucilene de Jesus Saraiva Santos


  O presente trabalho relata as experiências vivenciadas durante o Estágio Curricular Supervisionado: Observação, Monitoria, Planejamento e Docência na Educação Especial, na AUPNE (Associação Urandiense de Portadores de Necessidades Especiais) situada a rua Deli José Fagundes, Centro Urandi-BA.
      Este estágio, teve como objetivo de oportunizar à acadêmica vivenciar a realidade das escolas e conhecer as práticas educativas na Educação Especial. As expectativas iniciais giravam em torno da aquisição de novos conhecimentos relacionados à prática docente, visando estabelecer um vínculo sobre as teorias debatidas nas aulas na Universidade e a real prática educativa.
"Deste modo, Freire (1997) ressalta que ensinar é uma especificidade humana que exige a ética, estética e crer que uma das qualidades essenciais que a autoridade docente democrática deve revelar em suas relações com as liberdades dos alunos é a segurança e competência profissional." (PAULO FREIRE, 1997).
Observação e Monitoria 
       A estrutura física da Escola conta com 03 salas de aulas, refeitório, banheiros, área administrativa e área de lazer, a escola atende nos turnos matutino e vespertino, o nome da escola objetiva se uma mudança no termo portador mas ainda está em tramites legais. A escola funciona com 08 funcionários durante dois turnos e para este funcionamento a mesma dispõe de 1 diretora, 1 vice diretora acadêmica do curso de Pedagogia, 2 secretarias administrativa, 1 auxiliar de serviços gerais que também atendem na lanchonete, 3 professoras, (sendo elas com atuação em Libras, Braille e a Professora Regente). Seus educadores todos possuem o curso técnico de magistério, alguns estão cursando pedagogia. Mas, ambos habilitados para exercerem suas funções. O Estagio é dividido em Visita a escola, planejamento e regência, com carga horária de 60 horas.
    A AUPNE oferece atendimento escolar a alunos das series iniciais do ensino fundamental, com deficiência auditiva, surdos, mental e múltipla, trabalhando a escolarização, oficina pedagógica, sala de recursos, orientações básicas, oficinas de pinturas, leitura, pintura em tecido, confecção de tapetes, projetos de mídias integradas, lanche feliz, jogos de xadrez, além de recreações, e atividades flexibilizadas direcionadas a datas comemorativas e outras festividades.
      O estágio de observação e monitoria teve início no dia 21 de agosto de 2014, em horário oposto da visita à escola, este estágio teve como objetivo proporcionar à acadêmica condição de vivenciar a dinâmica da escola no seu processo pedagógico, político, social, visando instrumentá-la para o exercício da Docência e Supervisão Pedagógica/ Orientação Educacional.  
       Assim foi realizada a observação e monitoria em sala de aula. No primeiro momento ao entrar em sala de aula, me apresentei à professora e aos alunos, falei do meu objetivo em estar ali e me disponibilizei a ajudar no que fosse necessário, pois estaria fazendo tudo o que estivesse em meu alcance. A professora muito calma e expressiva solicitava a minha ajuda sempre que necessário.
Neste era realizada e elaborado as atividades para o momento que iria ocorrer o planejamento para a semana Especial com tema: Perspectivas e desafios: um novo olhar sobre a pessoa com deficiência.


Planejamento 
    Nos dias 29 e 30, foi realizado o planejamento das aulas com a Professora da AUPNE, onde foi desenvolvido um projeto pedagógico com o tema sete de setembro, onde foram desenvolvidas as atividades em sala de aulas.
Regência 
     Nos dias 01 a 08 de setembro foi realizada a regência. A estagiária Lucilene realizou sua regência na sala mista da Educação de Series Inicias do Ensino Fundamental, onde havia um aluno com TDH, a maioria com déficit de aprendizagem. A sala é pouco iluminada e com pouco espaço, as carteiras ficavam em forma de círculo poucos alunos são frequentes. Nas paredes estavam expostas algumas atividades desenvolvidas pelos os alunos. 
    No decorrer do Estágio as atividades eram ocorridas de acordo com a cooperação dos alunos e com foco em recorte e colagem.
    No primeiro dia de na sala de aula, Foi realizada a oração pela estagiaria onde a professora da Instituição que domina a Língua Brasileira de sinais (LIBRAS) pode traduzir onde foi possível que os alunos com Deficiência Auditiva participam interativamente das apresentações e realizações das ações e atividades dirigidas a eles sempre com uma grande disposição e alegria.
   Logo em seguida, foi possível notar que os objetos da sala são identificados com placas impressas em papel sulfite com o nome deste na língua portuguesa e Libras sendo: janela, quadro, mesa, porta para que os alunos possam ter mais familiaridade com o ambiente escolar. Havia um outro painel com os números naturais de 0 a 9 com os algarismos representados figurativamente em LIBRAS e em algarismos comuns: Numeral, mais sinal, mais  ilustração. Foi trabalhado atividades de corte e colagem montando um painel a respeito do conceito da comemoração de sete de setembro. 
   No dia seguinte em participação com a professora foi proposta uma aula na disciplina de língua portuguesa trabalhando a escrita do nome e dos objetos que haviam na sala de aula como janela, quadro, mesa e armário. Foi utilizado o método do alfabeto para formação das palavras, porém apenas dois alunos conseguiram escrever os nomes corretamente e um teve imensa dificuldade.


     Durante o estágio houve o desenvolvimento das seguintes atividade, corte e colagem, pintura, e dessa forma, cabe relembrar o papel do professor na Educação Especial, não basta ser apenas um professor, e sim um ótimo professor que acredita na educação, que está disposto a lutar a cada dia de aula superando as dificuldades da linguagem, a acessibilidade, a falta de apoio, de recursos pedagógicos e principalmente a ter confiança e contribuir para a formação de cidadãos críticos e reflexivos que se iniciam seu desenvolvimento através da escola e do ensino para que assim esses objetivos possam ser alcançados na sociedade e não só no meio educacional, mas que a inclusão seja uma realidade na sociedade de modo geral.   



Considerações Finais
    Somente a partir da observação, participação e regência podem-se perceber as ações e produções de alunos com deficiências múltiplas, pois estes mostram muita dificuldade na aquisição do domínio da leitura e escrita e ainda dificuldade em compreender a linguagem de sinais, já que no ambiente familiar se comunicam apenas por meio de expressão gestual.
    Por todos os obstáculos vencidos e com base nas avaliações que recebi, avalio o meu estágio com uma nota 10, sei que não saiu impecável, mas pela dedicação e interesse para que tudo viesse acontecer bem, avalio com esta nota.
    Enfim, concluo aqui deixando agradecimentos a todos que acreditaram no meu potencial, a todos que me incentivaram e auxiliaram no meu estágio, o meu eterno agradecimento, incluindo aqui também a professora Ms.Dayse Magna, Supervisora do estágio, tenho a certeza de que sou uma pessoa vitoriosa por conseguir alcançar os objetivos propostos para este estágio.



          RELATÓRIO DE ETÁGIO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA).


  O estágio supervisionado é uma experiência enriquecedora para a formação de futuros educadores, por possibilitar o contato direto com um dos possíveis espaços de atuação do (a) pedagogo (a). Nossa experiência teve início com a visita à escola, esse primeiro contato foi necessário, também, para conhecermos o espaço em que desenvolveríamos a prática, no caso EJA – Educação de Jovens e Adultos, bem como para conhecermos e nos apresentarmos a conjuntura escolar, munidos de documentos necessários para a efetivação deste.
Corroborando com as reflexões trazidas durantes esta experiência, Pimenta e Lima (2009, p.112) nos dizem que:
A identidade se constrói com base no confronto entre as teorias e as práticas, na análise sistemática das práticas à luz das teorias, na elaboração de teorias, o que permite caracterizar o estágio como um espaço de mediação reflexiva entre a universidade, a escola e a sociedade.(PIMENTA E LIBÂNEO, 2009, p. 112).


   Durante o estágio pudemos vivenciar um pouco da realidade das salas de aula da Educação de Jovens e Adultos - EJA, além de poder pôr em prática parte das teorias por nós estudadas ao longo do curso, tanto no período de observação, quanto na construção dos planejamentos e na aula propriamente dita. É lamentável que uma experiência deste porte seja realizada num espaço de tempo tão curto, limitando inclusive a ampliação dos nossos conhecimentos.
  O estágio foi desenvolvido na Educação de Jovens e Adultos, (EJA) foi realizado na Escola Municipal Pequeno Príncipe, situada na Rua da Impressa, 1, Centro, nos dias 15, 16,18 e 19 de setembro e na Escola Municipal Wanda Paim, no dia 17 de setembro, localizada na Rua Jason Ramos de Oliveira, 265, Ponte Nova. O mesmo é dividido em Visita a escola, planejamento e regência, com carga horária de 60 horas.
    O planejamento da oficina foi desenvolvido pela acadêmica juntamente com Edilene Soares, Fabiana Miranda, Juná Guimarães, Letícia Lopes. O desenvolvimento da mesma foi de forma criteriosa pois não conhecíamos a realidade da turma, onde desenvolveríamos. Esta teve como tema: “Oficina de Dança na EJA”, teve como objetivos: vivenciar as danças populares com seus movimentos básicos como forma de reconhecimento da cultura e sua diversidade de ritmos; conhecer as danças e suas histórias; reconhecer a dança como meio de expressar as relações sociais e relaxar o corpo tornando os movimentos mais livres e flexíveis.
     A regência deu-se início na Escola Municipal Pequeno Príncipe com todas as turmas da Educação de Jovens e Adultos, no turno noturno, compostas por 33 estudantes, sendo 15 frequentes. As turmas eram mistas em idade, sendo que o educando mais novo tinha 34 anos e o mais velho 65 anos de idade, onde todos conviviam bem. As acadêmicas perceberam-se grandes dificuldades principalmente na alfabetização – letramento, como também na alfabetização matemática. A maior parte dos estudantes são moradores dos bairros circunvizinhos e tendo estudantes moradores da zona rural da cidade.
    O primeiro dia de estágio é sempre uma expectativa grande, conhecer a turma, o professor, saber se será bem recebido e tudo que isso acontece de maneira tranquila e gradativa. Após ter conversado com o diretor, logo foram apresentadas aos alunos e as professoras. Em seguida, os alunos foram divididos em 5 equipes, pois na escolas outras equipes estavam desenvolvendo outras oficinas.  Adentraram a sala de aula, onde apresentaram para os alunos como desenvolveriam a oficina.
  Neste dia compareceu a sala 03 estudantes, segundo as professoras regentes sobre a frequência dos mesmos, elas disseram que nunca os 33 educandos ficam juntos, eles se alternam e que naquele dia tinha sido alta a frequência, pois geralmente são 10 ou 12 que comparecem para estudar. Em seguida desenvolveram a oficina, onde inicialmente foi realizada oralmente a apresentação do histórico sucinto de cada dança para explicar a origem e o significado das mesmas aos alunos e vivenciar a aplicação dos princípios básicos na construção de desenhos coreográficos.
   Posteriormente foram realizados ao som de uma música relaxante, os alongamentos através de alguns movimentos que todos reproduziram, para em seguida começar as aulas de danças. Logo em seguida cada instrutor caracterizado pelos respectivos ritmos: Forró, Samba e Sertanejo universitário, um de cada vez, ensinarão aos alunos coreografias e movimentos de acordo os ritmos, formando duplas quando necessário. Mas nenhum aluno participou da execução, sendo estarem todos desanimados com o que foram apresentados.


  No dia seguinte os alunos não aceitaram a participar da execução, sendo estarem todos desanimados com o que foram apresentados.
  Daí então, a equipe elaborou a “Oficina de Letramento Matemático na EJA: BINGO DO CATAPIMBA”, com os objetivos em: Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema compreendendo diferentes significados da adição e da subtração; Desenvolver o raciocínio lógico; Associar o conteúdo com o cotidiano e Estimular a disputa para mobilizar a sala.
O terceiro dia de regência foi desenvolvida, na Escola Municipal Wanda Paim, foi muito participativo, apesar de só terem comparecido 7 dos 19 estudantes da turma, eles já esperavam ansiosos pela nossa chegada.
  Começaram desenvolvendo a “Oficina de Letramento Matemático na EJA: BINGO DO CATAPIMBA”, onde que inicialmente explicaram conceitos fundamentais da matemática (adição, subtração) de uma forma diferente: a partir de textos e práticas cotidianas. Em seguida foi entregue para cada aluno a cópia do texto “Como se fosse dinheiro” da autora Ruth Rocha, solicitando a sua leitura. A partir do texto discutiram a temática abordada no mesmo e propôs aos alunos o Bingo do Catapimba que foi realizado da seguinte forma: Cada aluno recebeu folhas A4, lápis e cartelas com números que poderão ser ou não resultados das situações-problema propostas pelo professor.
   Sugeriu-se que as situações-problema sejam simultaneamente ditadas e simuladas com produtos encontrados no supermercado local e dinheiro de “brinquedo” do sistema monetário. No decorrer do bingo o conteúdo ensinado foi sistematizado no quadro negro. Em todas as situações-problema encenadas foi oferecido um tempo para que os alunos calculem mentalmente e possa encontrar ou não o resultado em sua cartela. Os alunos estavam bem atentos à resolução dos problemas, tendo a oportunidade de fazer cálculos mentais ou registros. Foi o vencedor, o aluno que conseguir marcar a quina da cartela. As acadêmicas verificou a cartela atentamente, pois o aluno pode ter cometido erro no cálculo e marcando o número errado na cartela. E apesar da Oficina de Dança na EJA ter sido recusada pelos alunos da outra escola decidiu desenvolver também na Escola Wanda Paim. Neste dia a coparticipação que foi muito proveitosa e prazerosa, pois os estudantes já adoraram, todos queriam mais.


   No quarto dia, voltaram para a Escola Municipal Pequeno Príncipe, onde que desenvolveram a Oficina de Letramento Matemático na EJA: Bingo do Catapimba, todos os alunos participaram, foi notado que a maioria sabia cálculos matemáticos, respondiam de maneira rápida, enquanto outros tinham dificuldade na aprendizagem.
  No quinto e último dia, desenvolvem a mesma oficina do dia anterior com os alunos que ainda não participaram da oficina. Foi uma aula bem dinâmica, prazerosa, onde todos saíram satisfeitos com a oficina. Ao final da aula todos queriam que voltassem mais vezes na escola.

            























    O estágio aponta com muita clareza que a experiência docente só acontece quando estamos diante da turma. É quando os olhos dos alunos estão postos sobre nós que o trabalho se inicia: é hora de pôr à prova o que acreditamos, é o momento de dar o melhor.
   Assim percebe-se que a troca que aconteceu no momento das intervenções ultrapassaram nossas expectativas e trouxe o retorno gratificante que nos fez perceber que o aperfeiçoamento é diário e contínuo. A força motora sempre será o aluno, as necessidades deles serão a nossa prioridade e seu sucesso será nosso objetivo.


Momentos Importantes em nossas Vidas.

Considerações Finais
   O estágio desenvolvido possibilitou aos acadêmicos, retomar seu potencial, desenvolver suas habilidades, confirmar competências adquiridas em seu processo educacional, além de conferir ao educando uma conscientização, uma socialização, e visão crítica e socialmente compromissada com seus direitos e deveres, compreendemos e compartilhamos o quanto é necessário pesquisar e analisar este tema e suas implicações na sociedade. 
  Durante a prática de estágio, foi fundamental para nossa prática, os momentos de discussões que envolviam o ensino em EJA através dos conteúdos apresentados. Isso nos proporcionou uma ampliação de conhecimento sobre o assunto, o que nos deu base para a construção dos planos e das práticas durante a regência. Nossa percepção foi que os nossos educandos tinham inúmeras dúvidas, mais, sempre estavam querendo aprender o conteúdo repassado, como algo prazeroso. A escola nos acolheu muito bem. Todo corpo docente e a gestão nos receberam com cordialidade e foram atenciosos e prestativos para conosco.
   O ambiente em sala de aula era o mais agradável possível, havia uma integração entre nós e as professoras, assim como os educandos. Por isso, acreditamos que a disciplina de Estágio Supervisionado é muito importante para nossa compreensão como discentes e futuros docentes. Sabemos que é difícil a realização desta prática, que os problemas são inúmeros, mas, é lutando por uma educação melhor que acreditamos em outra perspectiva educativa. Assim avalio meu estágio com nota 10 (dez) pelo desempenho, para que os objetivos fossem alcançados e a concretização deste estágio.










Nenhum comentário:

Postar um comentário